Um “Tour” pelas Energias Telúricas


Cromeleque de Almendres - Evora - Portugal - Foto do Autor

Cromeleque de Almendres – Évora – Portugal – Foto do Autor [1]

 

Contextualização. O planeta Terra emana uma série de energias próprias. São as chamadas energias telúricas. A emanação dessa energia ocorre a partir do centro da Terra, subindo perpendicularmente à superfície terrestre e incorporando, ao longo desse caminho, propriedades diferentes conforme o tipo de solos, depósitos minerais e veios aquíferos por que passa.

Origem. O termo telúrico vem do latim tellus que significa terra. Este termo tem sido empregado há vários séculos por numerosos investigadores e radiestesistas para definir as energias relacionadas à terra. Mais recentemente, também passou a ser empregado pela ciência.

Ciência. Para a ciência, as únicas energias telúricas são as que podem ser fisicamente medidas: o calor geotérmico e as correntes elétricas geomagnéticas induzidas por mudanças na parte externa do campo magnético da Terra.

Peculiaridades. Cada terreno ou mesmo cada pedaço dele, pode ter características peculiares, próprias dos elementos que, no subsolo, interferem na emanação dessas energias.

Influência. As energias telúricas afetam todos os seres vivos, plantas, animais e o ser humano de forma positiva ou negativa conforme o teor dessas energias.

Passado. Em diversas partes do mundo, antigas culturas do passado procuravam estudar as características do terreno, diretamente, pela parapercepção das energias, ou indiretamente, observando as plantas e animais que nele viviam para determinar que terrenos iriam ocupar, onde iriam construir.

Exemplos. Do neolítico na Europa, restaram muitos monumentos megalíticos (foto acima), muitos dos quais às vezes eram empregados como sinalizadores das energias telúricas existentes no local em que eram “plantados”. Rochas especialmente selecionadas com a mesma função estão presentes em muitas outras culturas: Te-pito-te-Kura na Ilha da Pascoa, Pohaku-o-kane no Havai, Puna-um na Nova Zelândia, Kaname-ishi no Japão, Paypicala no Peru, Chintamani no Tibet, dentre outros.

Aborigenes. Segundo o antropólogo Kim McCaul[2], a cultura aborígene é muito influenciada pela terra, pelos solos e pelos acidentes geográficos. Todo e qualquer acidente geográfico relevante é “catalogado” por meio de uma tradição oral milenar que relaciona esses pontos com histórias que ocorreram no passado.

Pés Descalços. Ainda segundo McCaul, o fato de andarem descalços, em íntimo contato com o chão, dá aos aborígenes uma grande sensibilidade quando ao teor das energias telúricas. Isso lhes permite, por exemplo, indicar com precisão locais onde existe água ou algum depósito diferente de minerais, tal como o carvão.

Esquecimento. Os conhecimentos sobre energias telúricas dos povos antigos eram empíricos, transmitidos de forma oral de geração para geração. A vida urbana e uma série de outros fatores fez com que muitos desses conhecimentos fossem perdidos.

China. Uma exceção ocorreu na China, lar de uma das mais antigas civilizações e que abriga o povo que mais se dedicou a tentar compreender as energias e aplica-las a seu favor. Ainda assim, durante a Revolução Cultural, muitas obras sobre o assunto foram sistematicamente destruídas nesse país.

Feng Shui. Empregando princípios da radiestesia, os chineses criaram meios para determinar com precisão os locais onde há incidência de energias positivas e negativas. As primeiras referências ao Feng Shui (literalmente “vento e água”) remontam ao Zang Shu (O Livro dos Enterros) escrito pelo Mestre Guo Pu (276-324 d.C.).

Comparação. Os chineses comparam os benefícios que o tratamento que o Feng Shui pode proporcionar a um espaço com os resultados que a terapia da acupuntura pode oferecer a uma pessoa.

Veias do Dração. No Feng Shui, os fluxos de energia telúrica são denominados “as veias do dragão”. Na Índia, em sentido similar, existe o termo sânscrito nwyvre significa “a força da serpente ondulada da terra”.

Radiestesia. O termo vem do Latim radius, que significa radiação e do grego aisthesis que significa sensibilidade, indicando assim a “sensibilidade às radiações”. Sua antiga designação era rabdomancia. A radiestesia é a capacidade de captar radiações e energias emitidas por quaisquer objetos, incluindo a fontes de água e minerais no subsolo.

Instrumentos. Historicamente, inúmeros “dispositivos” foram criados para possibilitar a detecção de energias telúricas e, indiretamente, fontes de água e minerais no subsolo: Forquilhas, bússolas, pêndulos, Ba-Gua, etc. Na realidade, todos eles podem ser perfeitamente dispensados, substituídos pela percepção das energias do próprio radiestesista.

Linhas de Ley. São supostos alinhamentos de um número de lugares de interesse geográfico e histórico, tais como antigos monumentos e megalíticos, picos montanhosos e fontes de água natural. O termo foi cunhada em 1921 pelo arqueólogo amador Alfred Watkins , em seus livros Early British Trackways e The Old Straight Track. Ocupações humanas do passado teriam sido criadas em terrenos de forma alinhada, na medida que as energias nesses locais seria mais forte ou, de alguma forma, diferente.

Zonas Geopatogênicas. São terrenos onde ocorre a incidência de energias telúricas negativas que afetam a saúde de quem vive ou permanece longos períodos nesses locais.

Patologias. As patologias provocadas pelas energias telúricas seriam causadas pela forma como as consciências processam essas energias. Seria o acúmulo dessas energias no holossoma [3] a causa das doenças.

Plantochacra. Localizados nas plantas dos pés, são os principais receptores da energia telúrica emanada pelo solo. As energias telúricas são absorvidas por esses chacras, sobem pelas pernas e são distribuídas pelo sistema energético do holossoma.

Questionamento. Atualmente discute-se a colonização da Lua, de Marte e, mais adiante, de outros planetas ou satélites. Eu me pergunto: Qual será o efeito da absorção durante anos, ou talvez por toda uma vida, de energias telúricas totalmente diferentes no holossoma dos colonizadores?

 Notas

[1] Cromeleque, ou cromlech, é o conjunto de diversos menires dispostos em um ou vários círculos, em elipses, em retângulos, em semicírculo ou ainda estruturas mais complexas como o cromeleque de Almendres em Évora, Portugal.

[2] Palestra proferida no dia de 27 de abril de 2013 no CEAEC, em Foz do Iguaçu.

[3] Holossoma é o conjunto de todos os veículos de manifestação da consciência: soma, energossoma, psicossoma e mentalsoma.

Para Saber Mais:

Experiências Fora do Corpo – Fundamentos

Fronteira da Consciência.com

Metaconsciência.com

Livro Estado Vibracional

Livro Estado VibracionalLivro Experiências Fora do Corpo - Fundamentos

 

 

 

 

 

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