Bioenergias


EV12012016

Energia e matéria são os elementos constituintes do universo. A matéria nada mais é do que a energia concentrada. A energia, portanto, é o constituinte fundamental do universo. Uma possível definição de energia, mais próxima do nosso dia-a-dia é:

“A capacidade de produzir força e realizar trabalho”.

Nesse sentido podemos entender energia como um sistema condutor de movimento e ação.

Inúmeros fenômenos atestam a existência de um tipo diferente de energia, transcendente a matéria e a energia intrafísicas. São as bioenergias, ou energias vitais, dispersas e onipresentes em todos os objetos, locais, seres, e, portanto, intimamente relacionadas as formas de vida.

Os seres vivos fazem trocas energéticas intrafísicas e extrafísicas. Intrafisicamente, por meio da respiração, alimentação, captação e exteriorização de calor. Extrafisicamente, por meio da captação e exteriorização de bioenergias para o meio ambiente e também para outros seres vivos.

A ciência não admite a existência de bioenergias por elas não poderem ser detectadas por meio da instrumentação intrafísica. Não obstante os fenômenos bioenergéticos ocorrem o tempo todo e, assim, corpos de conhecimento foram criados ao longo da história acerca de como as bioenergias se manifestam e como podemos controlá-las.

Dessa forma, ao longo do tempo, as bioenergias receberam diversas denominações conforme o local ou contexto cultural em que foram estudadas. Na China, são conhecidas por “chi” e no Japão por “ki”. Na cabala são chamadas “luz astral” e no Yoga é o “prana”. Hermes Trismegisto denominava por telesma as bioenergias, Reichenbach chamava-as de força ódica, Kardec de fluido vital e Reich de orgônio. Várias práticas terapêuticas da Índia e da China baseiam-se na manipulação das bioenergias, tais como a Ayurveda e acupuntura.

Existem vários tipos de bioenergias. Quando são originárias do meio ambiente, tais como do solo, das águas de mares e rios, do ar e das matas, são chamadas energias imanentes ou EIs. Quando são originárias de seres humanos ou animais, são chamadas energias conscienciais ou ECs. Enquanto as energias imanentes, incluindo as energias das plantas, são geralmente neutras, as energias conscienciais são moduladas pelos pensamentos e emoções das consciências, em menor grau quando animais e em grau muito maior quando pessoas.

Tanto as EIs quanto as ECs podem ser absorvidas pelos seres vivos. As primeiras geralmente apenas fazem bem, revitalizando seus corpos. No caso das ECs, dependendo do padrão que possuírem, podem fazer bem ou mal.

O que anima os corpos físicos são as consciências. São sinônimos para consciência: espírito, alma, self, ego. As consciências possuem um conjunto de corpos chamado holossoma (holo significa “todo” e “soma” significa corpo). Atualmente distinguimos claramente quatro corpos constituintes do holossoma, cada qual capaz de movimentar (captar e exteriorizar) bioenergias com um determinado padrão:

  • O soma ou corpo físico: movimenta energia eletromagnética intrafísica;
  • O energossoma ou corpo energético: movimenta bioenergias energossomáticas;
  • O psicossoma ou corpo astral, espiritual: movimenta bioenergias psicossomáticas;
  • O mentalsoma, o corpo mais sutil e evoluído da consciência: movimenta bioenergias mentalsomáticas.

Cada um dos veículos movimenta as bioenergias por meio de canais internos especializados que se distribuem e se concentram em pontos específicos. Os nadis (palavra que significa raiz) são pequenos pontos no energossoma, vias de acesso para os canais energéticos internos. Chacras (palavra que significa roda) são pontos de concentração de canais bioenergéticos internos que se agrupam formando um grande via para captação e exteriorização de energia.

A saúde de uma pessoa, seu bem-estar, depende em grande parte de um fluxo normal, equilibrado de bioenergias por todos os canais existentes no holossoma. Existem fatores, como os descritos a seguir, que causam dificuldade ou bloqueios de intensidade variável no fluxo das bioenergias:

  • Emoções intensas: medo, raiva, ódio, ciúme, e outras popularmente chamadas “negativas” causam bloqueios temporários;
  • Nódulos bioenergéticos: Surgidos a partir dessas mesmas emoções quando cultivadas por muito tempo, causando bloqueios maiores e por longos períodos de tempo.
  • Doenças intrafísicas: Infecções causadas por bactérias e vírus, por exemplo;
  • Assédio interconsciencial: A vampirização de bioenergias por outras consciências;

Quando surgem bloqueios mais permanentes no fluxo das bioenergias, é necessário uma ação no sentido de desfazê-los. Bloqueios mais simples são vencidos pela própria pessoa após algum tempo por meio da própria dinâmica de sua rotina diária. Bloqueios maiores necessitam de algum tipo de intervenção. Acupuntura, Do-in, Massagem Ayurvêdica e Reiki são alguns exemplos de práticas que podem fazer isso e que dependem de uma pessoa que os aplique na pessoa necessitada.

Estado Vibracional ou EV é uma prática de movimentação das bioenergias pelo holossoma que a própria pessoa pode empregar para desfazer bloqueios bioenergéticos. Para instalar um EV nada mais é preciso do que a vontade determinada e concentrada em oscilar as bioenergias acumuladas em seu holossoma até que vibrem na maior frequência possível.

O EV causa bem-estar, não tem contra-indicações e pode ser feito por qualquer pessoa independentemente de sexo, idade, convicções religiosas, etc.

Para saber mais sobre o EV:

O que é o Estado Vibracional

A Técnica do Estado Vibracional

A Fórmula do Estado Vibracional

Imaginação e Estado Vibracional

Cinco Perguntas sobre o Estado Vibracional Respondidas

Instalação do EV e a Mesologia

Estado Vibracional no Automóvel

Estado Vibracional nas Práticas Espíritas

Correlatos Eletroencefalograficos do Estado Vibracional

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Cientificismo X Espiritualismo


Espiritualidade-1

Espiritualidade-2

Ciência. Enquanto a ciência se recusar a estudar os fenômenos parapsíquicos de forma apropriada, esse será um domínio dos espiritualistas e pseudocientistas.

Serviço. Como a ciência se recusa a pesquisar o tema, espiritualistas e pseudocientistas prestam um grande serviço ao registrar por meio de livros, artigos e outros meios os fenômenos que presenciaram e as conclusões que obtiveram. No dia em que a ciência se dignar a pesquisar o assunto, não precisarão começar do zero. Terão uma boa base de dados para consultar.

Cobrança. Participo de muitas listas de discussão e comunidades virtuais na Internet relacionadas a bioenergias, EFCs e outros temas correlatos. Volta e meia, surgem pessoas cobrando, exigindo e esbravejando para que todos tenham postura científica.

Reflexão. Postura científica é boa. A melhor mesmo, concordo. Mas, questiono: até que ponto podemos exigir posturas científicas dos espiritualistas que fazem parte dessas listas e comunidades e que também frequentam e mantem instituições, sejam elas espíritas, exotéricas ou conscienciológicas?

Capacitação. Essas pessoas, geralmente, não têm nem a formação de pesquisadores nem as subvenções para fazer seus estudos e pesquisas que normalmente existem na academia. Na maioria das vezes, sequer dispõe de tempo, já que desempenham atividades profissionais que nenhuma relação tem com suas práticas espirituais, não raro abrindo mão de horas que poderiam ser destinadas a família, ao lazer ou simplesmente ao descanso.

Exigências. Até que ponto podemos, portanto, exigir delas uma postura científica com relação a suas crenças e práticas espiritualistas? Quais recursos podem dispor para comprovar os fenômenos que acreditam reais ou que vivenciaram? E se fizerem isso, será para satisfazer a quem? A elas mesmas ou aos que cobram essas posturas mas que nada fazem realmente nesse sentido?

Sugestão. Se você é uma dessas pessoas que vive exigindo comprovação científica para os fenômenos parapsíquicos, sugiro que faça como acha correto e depois dê ampla divulgação. Caso contrário, que seja mais comedido em suas cobranças. Sugerir postura científica sim, mas se for exigir, faça isso aos pesquisadores da academia, esses sim, profissionais do ramo, que tem o preparo, o tempo e os recursos necessários para isso.

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Acoplamentos Energéticos


Estado Vibracional 17082015

O acoplamento energético é a interfusão ou união temporária dos campos bioenergéticos de duas ou mais consciências, geralmente acontecendo, ao longo do processo, trocas energéticas entre os envolvidos.

Trata-se de um fenômeno rotineiro, que acontece o tempo todo e com todas as pessoas quando ocorre um contato interpessoal, direto ou indireto. A maioria das pessoas não se tem lucidez sobre isso.

É um fenômeno parapsíquico que transcende o tempo e do espaço.

Exemplos corriqueiros de situações que levam a acoplamentos energéticos:

  • Ao olhar com atenção para uma pessoa;
  • Quando conversamos com alguém de forma presencial ou à distância;
  • Quando lemos a mensagem enviada por uma pessoa pela Internet;
  • Quanto cumprimentamos uma pessoa com um aperto de mãos, um beijo ou um abraço;
  • Ao afagar um animal;
  • Ao cuidar de uma planta;
  • Ao subir em uma árvore.

A forma como os acoplamentos iniciam, como se encerram e às consequências para os envolvidos varia muito conforme uma série de aspectos relacionados as consciências envolvidas.

Taxonomia dos acoplamentos energéticos.

Quanto a lucidez:

  • Consciente: A consciência percebe o início, desenrolar e finalização do acoplamento.
  • Inconsciente: A consciência não percebe as fases do acoplamento.

Quanto a intensidade:

  • Forte: Pode gerar muitas repercussões.
  • Fraco: Quando gera repercussões fracas ou imperceptíveis.

Quanto ao alcance:

  • Local: As consciências envolvidas estão no mesmo ambiente.
  • Longa distância:  As consciências envolvidas estão à longa distância.

Quanto a localização:

  • Extrafísico: entre consciências extrafísicas
  • Intrafísico: entre consciências extrafísicas
  • Multidimensional: entre consciências intrafísicas e extrafísicas

Quanto a instalação:

  • Fácil: Quando instalado rapidamente.
  • Difícil: Quando a instalação demora.

Quanto a qualificação:

  • Positivo: As consciências envolvidas não ficam descompensadas, bloqueadas ou assediadas.
  • Negativo: As consciências envolvidas podem ficar descompensadas, bloqueadas ou assediadas.

Quanto a finalização:

  • Fácil: Quando o acoplamento se encerra de forma rápida e completa.
  • Difícil: Quando o acoplamento demora a ser encerrado gerando repercussões negativas para pelo menos um dos envolvidos.

Com relação ao alvo, o acoplamento pode ser realizado entre uma consciência com:

  • Os campos energéticos de outras consciências presentes em um local;
  • Os campos energéticos de outras consciências presentes em um objeto ou grupo de objetos;
  • Com um  vegetal ou grupo de vegetais;
  • Com um animal ou grupo de animais;
  • Com outra consciência ou grupo de consciências.

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Taxonomia das evocações interconscienciais


Taxonomia das Evocações Interconscienciais

Você costuma fazer evocações? Não? Tem certeza sobre isso?

Vamos iniciar esse post lembrando que as consciências (espirito, alma, self) interagem no universo por meio da energia. Mesmo nossas ações no corpo físico são manifestações energéticas. Logo, tudo é governado pela energia ou, mais precisamente, pelas trocas energéticas.

Posto isso, o que é, então, uma evocação?

A palavra evocação é proveniente do latim, evocatione, e refere-se, em termos gerais, a ação ou efeito da consciência, intrafísica ou extrafísica, de realizar o resgate voluntário da memória de lembranças sobre uma determinada pessoa, grupo de pessoas, local, animal ou objeto com objetivo de revivenciar uma situação.

Evocação também é o termo usado para descrever a tentativa de atração de consciências. Ao longo da história foram criados rituais, fórmulas e cerimônias específicas com essa finalidade. Nesse caso, também é empregado como sinônimo a palavra invocação, proveniente do latim invocatio que significa pedir a ajuda ou intercessão de alguém.

Então, no senso comum, o ato de evocar outras consciências deve ser uma ação deliberadamente realizada com essa finalidade. Mas, na maioria das vezes, não é assim que ocorre.

A evocação interconsciencial é uma troca energética, contato, comunicação ou aproximação energética do alvo evocado. Nesse sentido temos a seguinte escala de contatos interconscienciais:

  • 1 – A evocação;
  • 2 – A comunicação à distância por meios tecnológicos ou não;
  • 3 – O contato físico, presencial.

Podemos entender  melhor a evocação como um acoplamento energético que é a interfusão temporária dos campos energéticos de duas ou mais consciências, geralmente com algum tipo de troca bioenergética. Acoplamentos energéticos de tipos variados ocorrem o tempo todo no dia-a-dia.

Evocação interconsciencial é enviar energia para alguém.

Taxonomia das evocações interconscienciais

A primeira característica que qualifica uma evocação interconsciencial é a condição de manifestação das consciências envolvidas no processo:

  • Extrafísica: Uma consciência evocando outra, ambas extrafísicas;
  • Intrafísica: Uma consciência evocando outra, ambas intrafísicas;
  • Multidimensional: Uma consciência evocando outra, sendo uma extrafísica e a outra intrafísica.

Em seguida vem o aspecto do tipo de energia mobilizada durante a evocação:

  • Mentalsomática: Evocação empregando predominantemente energia mentalsomática, centrata nos pensamentos. Ex: pensar em uma pessoa;
  • Psicossomática: Evocação empregando predominantemente energia psicossomática, centrata nos sentimentos, emoções. Ex: Desejar uma pessoa; xingar uma pessoa;
  • Energossomática: Evocação empregando predominantemente energia energossomática, centrata nas energias. Ex: Exteriorizar energia para uma pessoa desejando seu bem ou o seu mal.

A partir desse ponto, as setas da figura, até então todas da mesma cor cinza, passam a ser pretas e com um traço que indica a intensidade ou força da evocação. Uma linha cheia indica intensidade elevada, uma linha com traços largos indica intensidade mediana e uma linha com traços curtos indica baixa intensidade.

Com relação a intencionalidade, a evocação pode ser:

  • Lúcida: Quando quem evoca sabe exatamente o que está fazendo, tem consciência de que está evocando alguém, mesmo que esse não seja seu objetivo primátio. Ex: Ao citar uma pessoa durante uma aula, apresentação, discussão ou conversa;
  • Inconsciente: Quando quem evoca não sabe o que está fazendo, não sabe que, sem perceber, faz evocações. Ex: Ao citar uma pessoa durante uma aula, apresentação, discussão ou conversa.

Com relação a abordagem, a evocação pode ser:

  • Direta: Quando a intensão, foco, alvo principal é o evocado. Ex: Exteriorizar energias para o evocado;
  • Indireta: Quando a intensão, foco, alvo principal não é o evocado. Ex: Ao citar uma pessoa, grupo de pessoas ou evento durante uma aula, apresentação, discussão ou conversa;

Por fim, quanto as consequências da evocação, elas podem ser classificadas de três formas:

  • Positiva: Quando ocorre a troca de energias empáticas, positivas, entre evocador e evocado. Ex: Quando evocamos com boa intenção uma consciência lúcida e equilibrada;
  • Neutra: Quando ocorre a troca de energias neutras ou quando não ocorre troca perceptível de energias entre evocador evocado. Ex: Quando evocamos uma consciência muito evoluída mas sem ter a necessária sintonia bioenergética com ela;
  • Negativas: Quando ocorre a troca de energias antipáticas entre evocador evocado, o que pode causar desequilíbrios e bloqueios bioenergéticos além de assédio interconsciencial. Ex: Quando movidos por intensões não louváveis, evocamos uma consciência com baixo nível de lucidez, doentia, negativa ou assediadora. Palavrões, críticas, fofocas sobre pessoas, grupos ou instituições são formas corriqueiras de evocação negativa.

Canais sensoriais da evocação

Ainda sobre evocação, ela pode se dar por meio de vários canais sensoriais:

  • Imaginativa: A evocação mental;
  • Imagética: A evocação por meio de uma imagem, por exemplo, uma fotografia;
  • Simbólica: Um caso de evocação imagética na qual se emprega um símbolo;
  • Verbal: A evocação verbalizada;
  • Musical: Um caso de evocação verbalizada na qual uma música evoca por meio de palavras ou mesmo sem elas, pela melodia dos instrumentos;
  • Olfativa: A evocação causada pela presença de odores cujo significado geral é de conhecido público ou quando um dado odor tem significado específico para os envolvidos;
  • Tátil: A evocação provocada pelo contato com superfícies ou certos tipos de material;
  • Bioenergética: A evocação causada pelas manifestações bioenergéticas do evocador ou de outras consciências.

Conclusão

Após ter lido este post, responda para você mesmo: Qual tipo de evocações interconscienciais, conscientes ou inconscientes faço rotineiramente? São predominantemente positivas ou negativas? Por que não começar a reduzir as evocações negativas até eliminá-las por completo? Que impacto isso teria em minha vida?

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Falece Waldo Vieira aos 83 anos


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Trajetória e Legado do Criador da Conscienciologia

Transcrito do Blog Con-Ciencia

Por Tony D’Andrea

02 de julho de 2015 – O fundador da Projeciologia e Conscienciologia, Waldo Vieira faleceu neste dia em Foz do Iguaçu aos 83 anos de idade. Convalescendo de uma operação cardíaca conduzida em São Paulo mês passado, Vieira entrou em coma ao sofrer um derrame em sua residência, e foi levado ao hospital Costa Cavalcanti onde permanecia em tratamento intensivo desde a semana passada.

Figura proeminente no cenário espiritualista brasileiro, Waldo Vieira renovou o campo de estudos parapsíquicos através da experiência fora do corpo. Professou que esta experiência é método privilegiado para a investigação do mundo extrafísico e subjetivo. Estes estudos resultam na Projeciologia. Vieira posteriormente se concentra no tópico da evolução da consciência, já com um estilo mais prescritivo e valorativo, codificado na Conscienciologia.

Não somente determina o caráter destas “neociências”, Vieira também se destaca como figura central na história do espiritismo e do movimento Nova Era brasileiros, catalisando um campo dinâmico de rearticulações culturais e ideológicas ainda em fluxo.

Carisma na Ciência

Através da história da ciência, novos sistemas são paradoxalmente implementados por lideranças de estilo carismático (Freud, Comte, Einstein, Vieira, etc.). A racionalidade pregada na geração de conhecimento se contrasta com interferências idiossincráticas de seus fundadores, popularizando novas ciências com desdobramentos institucionais específicos.

Com a morte do líder, este estilo carismático é gradualmente substituído por rotinas institucionais de tipo burocrático. Ainda que o futuro da Projeciologia e Conscienciologia esteja em aberto, os efeitos do estilo moralista imposto por Vieira constituem desafios que seus seguidores deverão agora confrontar.

Médico e parapsíquico, Vieira desenvolve um personalidade sui generis ao longo das décadas. Nascido em Monte Carmelo, Minas Gerais, em 18 de abril de 1932, filho do dentista Armante e da professora primária Aristina. Waldo atua no Movimento Espírita do interior de Minas, popular mas em tenso diálogo com o meio predominantemente católico. Ele se forma em odontologia e medicina na Universidade de Uberaba, e cresce como hábil debatedor público e médium de grande popularidade.

Desenvolve uma aparência intencionalmente marcante: vestido de branco, com farta barba de brancura marcante, sobrancelhas agudas, nariz fino, e olhar penetrante. Seus dons parapsíquicos são também notáveis: projetabilidade, mediunidade, clarividência, e manipulação de energias – chanceladas já na época de sua militância espírita.

Tudo isto caracteriza uma personalidade carismática de teor mágico. Waldo Vieira encarna os traços universais do mago-xamã, conforme listados por antropólogos como Mauss e Levi-Strauss. A profissão médica dispõe de forte poder simbólico em tradições mágicas e religiosas: o médico (tal como o xamã) lida com a vida e com a morte, sendo figura central na integração entre o mundo visível e invisível. No Brasil, médicos gozam de elevado status no espiritismo, na direção de centros e entrevistas públicas, na caracterização em novelas espíritas, e em sua influência política e ocupacional.

De Cronista à Profeta

Vieira vinha investigando a fenomenologia parapsíquica desde a década de 1970. Acumula uma biblioteca especializada com mais de 5,000 títulos. De médium espirita, irá se reinventar como pesquisador independente. Associa-se ao American Society for Psychic Research (USA) e a Society for Psychic Research (UK), ainda que comumente criticando colegas anglo-americanos de conservadorismo cientifico.

Sua trajetória se delineia em três grandes fases. A primeira (kardecista) compreende suas atividades no Movimento Espírita, onde atua como promitente médium e parceiro de Chico Xavier. Escrevem livros mediúnicos e coordenam sessões de assistência para multidões. Entretanto, Vieira se desaponta crescentemente com a ortodoxia kardecista que o desmotiva a estudar seus interesses em “animismo” e “desdobramento”. Ao longo dos anos 1970, ele gradualmente se afasta do Espiritismo, culminando em uma ruptura mais definitiva ao derredor de 1989. Se concentra em pesquisas parapsicológicas que prioriza, simultaneamente ao seu trabalho diário como médico cosmético em Ipanema, Rio de Janeiro.

Na segunda fase (projeciológica), Vieira analisa a fenomenologia extrafísica através de suas habilidades parapsíquicas, registradas em forma de crônicas extracorpóreas. Aqui ele ainda respeita a literatura parapsicológica. Em 1986, ele publica a sua magnum opus Projeciologia: Panorama das Experiências Fora-do-corpo, propondo uma “ciência do estudo do fenômeno da consciência e das energias para além dos limites do corpo físico”. Seguindo uma série de palestras públicas gratuitas em Ipanema, Vieira e associados fundam o Instituto Internacional de Projeciologia em 1989. Com a solidez institucional do IIP, o seu projeto toma uma guinada radical, rompendo com a abordagem fenomenológica, em favor de “assuntos avançados de ponta”, em especial, a “evolução da consciência” e o “serenismo”.

Na terceira fase (conscienciológica), Vieira adota um estilo explicitamente normativo, crescentemente moralista e combativo. Desconsiderando protocolos básicos do modelo cientifico, passa a sistematizar seus julgamentos de valor sobre a conduta evolutiva através de tipologias e terminologias bizantinas. Este processo se amplia após a publicação de seu segundo tomo em 1994, o 700 Experimentos da Conscienciologia, definida como “o estudo da consciência por meio de uma abordagem holística, holossomática, multidimensional, bioenergética, projetiva, autoconsciente e cosmoética.”

Este estilo ganha força com a mudança da sede para o Centro de Altos Estudos da Conscienciologia em Foz do Iguaçu no ano de 2002. Enquanto Vieira decide se afastar de decisões administrativas, o crescimento organizacional em rede começa a gerar atritos entre a nova direção e os antigos pioneiros. O curioso fenômeno dos “dissidentes” se torna comum.

Paradoxalmente, o moralismo conscienciológico de Waldo Vieira indica o afastamento do projeto inicial de se valorizar e construir uma “ciência”. Esta tensão é comum em paraciências em geral. Na passagem do descritivo ao normativo, a maior vítima foi a Projeciologia, relegada de “subdisciplina da parapsicologia” à “aplicação prática da Conscienciologia”.

A maioria dos conscienciólogos afirma que a Projeciologia e a Conscienciologia são independentes do Vieira. A viabilidade destas teria assim se autonomizado. Entretanto, a Conscienciologia se desenvolve na tensão entre a meta de uma ciência universal e a viabilização desta por vias carismáticas. “Dissidentes” lamentam a formação de um culto semirreligioso, enquanto conscienciólogos da casa vislumbram uma paraciência cosmopolita.

 A Próxima Reencarnação

Sendo a reencarnação um princípio da Conscienciologia, o futuro de Waldo Vieira será fonte de especulações. Ao longo dos anos, ele ocasionalmente indicou a sua intenção de reencarnar-se na China. Em contraste com sua personalidade iconoclasta, os elogios são surpreendentes: “A China tem muitos problemas com comunismo e superpopulação. Mas, no geral, é a civilização que melhor trabalha com energias e a questão da serenidade, com muita gente boa trabalhando nisso, parte de sua tradição por muito tempo. E aqui no instituto temos entidades chinesas de alto nível trabalhando em nosso grupo de assistência. Elas tem energias muito positivas e refinadas. Coisa séria.

Não por nada, ele e seguidores financiaram a tradução do tratadoProjeciologia para o mandarim, distribuindo dois mil exemplares para bibliotecas chinesas gratuitamente. Como afirmou, Vieira espera se deparar com este livro em uma vida futura, ajudando-o assim a recordar de seus esforços espirituais mais prontamente.

Recentemente, contudo, ele fez menção à Angola como possível berço para reencarnação. Tal declaração inusitada parece refletir a situação política interna na Conscienciologia, além de contrariar o arco cosmológico que construiu através das décadas. (Enfim, declarações intempestivas são típicas do líder carismático…). Vale notar, entretanto, que na recente modernização da África, chineses (engenheiros, gerentes, comerciantes, etc.) já compõem 1% da população de Angola.

Futuras gerações de conscienciólogos talvez tentem localizar o novo Vieira, seja como simples especulação, ou mesmo, através de expedições de identificação à la Dalai Lama. Nesta lógica, Vieira poderá retornar como um chinês estudante de Projeciologia vivendo em uma megalópole asiática; ou, quem sabe, em uma família de engenheiros chineses em Angola.

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Anunciado App para estimular a prática do EV


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Em um encontro de voluntários do IIPC em Curitiba foi anunciado o lançamento de um aplicativo para Smartphone com objetivo de estimular, registrar e avaliar a prática do Estado Vibracional.

Nesse site é possível inscrever seu email para receber o aviso sobre quando o aplicativo estará disponível nas lojas da Apple e Google.

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